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Um dia a casa vem abaixo

Só 255 caracteres?! Isso não dá para nada!! Bem, o melhor será ir passando por aqui. Assim ficará a entender melhor o que é. Obrigada pela visita. Tenha um dia feliz!

Um dia a casa vem abaixo

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Menino de todas as cores

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(Imagem retirada da internet)

 

No outro dia, em conversa com alguns colegas meus, sobre cores e como cada um de nós na sua área de profissional as via, os arquitetos mais estéticos, os engenheiros mais lógicos e quem é de jornalismo/comunicação mais descritivos.

Partilhei com eles este texto da Luísa Dulca Soares. Hoje, partilho convosco para deixar alguma cor num dia que foi tão cinzento.

Boa noite e continuação de boa semana!

(com menos um dia de trabalho!)

 

Era uma vez um menino branco chamado Miguel, que vivia numa terra de meninos brancos e dizia:

É bom ser branco porque é branco o açúcar, tão doce, porque é branco o leite, tão saboroso, porque é branca a neve, tão linda.

Mas certo dia o menino partiu numa grande viagem e chegou a uma terra onde todos os meninos eram amarelos.

Arranjou uma amiga chamada Flor de Lótus, que, como todos os meninos amarelos, dizia:

É bom ser amarelo porque é amarelo o Sol e amarelo o girassol mais a areia da praia.

O menino branco meteu-se num barco para continuar a sua viagem e parou numa terra onde todos os meninos são pretos.

Fez-se amigo de um pequeno caçador chamado Lumumba que, como os outros meninos pretos, dizia:

É bom ser preto como a noite preto como as azeitonas preto como as estradas que nos levam para toda a parte.

O menino branco entrou depois num avião, que só parou numa terra onde todos os meninos são vermelhos.

Escolheu para brincar aos índios um menino chamado Pena de Águia.

E o menino vermelho dizia:

É bom ser vermelho da cor das fogueiras da cor das cerejas e da cor do sangue bem encarnado.

O menino branco foi correndo mundo até uma terra onde todos os meninos são castanhos.

Aí fazia corridas de camelo com um menino chamado Ali-Babá, que dizia:

É bom ser castanho como a terra do chão os troncos das árvores é tão bom ser castanho como um chocolate.

Quando o menino voltou à sua terra de meninos brancos, dizia:

É bom ser branco como o açúcar amarelo como o Sol preto como as estradas vermelho como as fogueiras castanho da cor do chocolate.

Enquanto, na escola, os meninos brancos pintavam em folhas brancas desenhos de meninos brancos, ele fazia grandes rodas com meninos sorridentes de todas as cores.

Luísa Ducla Soares